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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Drummond de Andrade II



 ~~~ MÚSICA DE MOZART ~~~
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... AQUI ...

O Poeta era apreciador de música clássica.

          

Carlos Drummond de Andrade
 31 de Outubro de 1902/1987

A minha homenagem
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Em 1920, a família mudou-se para Belo Horizonte e por vontade dos pais
 foi tirar o curso de farmácia que ainda era ministrado em Ouro Preto.
Em 1925 acabou o curso e casou com uma das minhas primas brasileiras,
 Dolores Dutra Moraes.*
Enquanto estudante, publicou alguns trabalhos, manteve contatos
com editoras e redações de jornais e frequentou tertúlias no Café Central.
Conheceu Oswaldo do Andrade, Tarsila do Amaral e Mário de Andrade,
tornou-se correspondente de Manuel Bandeira e, por toda a vida, de Mário de Andrade.
Estes relacionamentos foram essenciais para o desenvolvimento do conceito modernista.

Escola de Pharmácia de Ouro Preto - 1915 - 1931

Nunca exerceu farmácia e iniciou a sua vida laboral como professor, porém,
 passado pouco tempo teve um convite para redator-chefe.
Passou uns anos, mudando-se de jornal para jornal.
Entretanto, foi escrevendo os poemas para a edição do seu primeiro livro.


Em 1928, publicou na revista «Antropofagia» de S Paulo este poema
«No meio do Caminho»
que teve um impacto escandaloso entre os intelectuais conservadores da época.


Foi neste ano que nasceu a sua filha Julieta, com quem manteve
 ao longo da vida, uma relação muito amorosa e próxima.

Em 1930 publicou o seu primeiro livro, Alguma Poesia,
 do qual fazem parte os poemas que hoje aqui publico.

Acentuadamente modernista, o livro causou grande polémica que só o favoreceu.

Em 1934, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, para chefiar o gabinete
 do recém Ministro da Educação e Saúde, Gustavo de Capanema, seu amigo.
~~ SENTIMENTAL ~~
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

«Ponho-me a escrever o teu nome
com letras de macarrão.
No prato, a sopa esfria, cheia de escamas.
E debruçados na mesa todos contemplam
este romântico trabalho.
Desgraçadamente falta uma letra,
uma letra somente,
para acabar o teu nome!

- Está sonhando? Olhe que a sopa esfria!

Eu estava sonhando...
E há em todas as consciências um cartaz amarelo:
Neste país é proibido sonhar.»
  ***************
Carlos Dummond de Andrade

O uso de situações do quotidiano...

Fontes - A - B - C - D 
Família Dutra Moraes - E - F 
- Poderá gostar de ler «Os Dutras» - Aqui *

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

DIA MUNDIAL DA III IDADE



Folhas de Outono

... O  Outono  da  Vida ...

«O Outono é mais uma estação de alma do que da natureza»    
Nietzche                  
     


Ilusões óticas de Salvador Dali



Não é simples envelhecer.
Já um poeta o disse.
Peregrinos do tempo,
aprenderam, pelo olhar,
o caminho do trigo maduro,
o perfil dos navios
que partem sem regresso,
a mudança das estações do ano,
a curta duração das emoções.
Mas quem se lembra da fadiga
de seus braços, agora,
que é outono em suas mãos?
Quem fez do banco do jardim
um referente da morte,
o lugar que a solidão se acoita?
Quem esqueceu, nas suas rugas,
a sábia maturidade da vida,
ou antes, um modo diverso
de olhar em direcção da noite?

Graça Pires
Ortografia do Olhar - 1996 - Daqui

 

Clique numa foto...
. . .  Fontes  . . .
A - B - C - D - 

terça-feira, 25 de outubro de 2016

DENEUVE PREMIADA



             

Catherine Deneuve recebeu mais um prémio de carreira.


Depois de premiada, no Festival Internacional de Cinema de Moscovo,
em 1997, «pela sua contribuição para o mundo do cinema»,
a atriz foi a primeira mulher a ser galardoada no festival de cinema, em Lyon.
Na foto com o realizador Polanski que lhe entregou o prémio Lumière.

Dos sessenta filmes em que participou, apenas fez um com Polanski
- «Repulsion» - inesquecível pela sua tetricidade.

A atriz com a filha, Chiara Mastroianni.




Cannes 1995

Com Manoel de Oliveira trabalhou em 3 filmes.
 «Vou para casa», obteve 3 prémios internacionais
entre eles, o globo de ouro. O realizador tinha 93 anos...

 Um 'trayler italiano.

Filme Repulsa - X
 Fontes das fotos
A - B - C - D - 

domingo, 23 de outubro de 2016

CAPRI C'EST FINI




 Nestes primeiros dias de Outono, após o longo verão deste ano,
tenho-me lembrado frequentemente do estribilho desta canção...




Hervé Vilard, pseudónimo de René Vilard, nasceu em 1946.
Foi em 1965 - há 51 anos - que fez a composição desta canção
que rápidamente internacionalizou-se, tornando-se
 no seu maior sucesso.


Dedico esta postagem, em particular, ao leitor - meu amigo - Manuel Tomaz
que não possui blogue, mas acompanha-me com dedicação e carinho blogosférico...
O casal esteve em Capri há 3 anos, subiram e avistaram o golfo de Nápoles a 360º,
paisagens inesquecíveis que recordam com muita emoção e saudade...



Adeus ao belo Verão de 2016...

Para o ano haverá mais...


Tradução - Aqui

~~ * ~~
Fontes das fotos da ilha.
~~~  A - B - C - D  ~~~

sábado, 22 de outubro de 2016

... ALDA LARA ...


~~~ IN  MEMORIAM ~~~ 



)))(((
Alda Lara nasceu na cidade de Benguela, Angola, ano de 1930.
Em Lisboa, acabou o curso secundário e ingressou na faculdade, porém, foi em Coimbra que concluiu o curso de medicina.
Faleceu em Angola aos 32 anos, com obra inédita. Foi seu marido que a compilou e publicou. 

Tendo terminado o seu curso secundário no Liceu Maria Amália Vaz de Carvalho, Alda Lara iniciou o curso de medicina e frequentou a Casa dos Estudantes do Império, em Lisboa, onde participou ativamente na animação poética de saraus e tertúlias.
Depois de umas férias em Angola, a poetisa casou-se com um colega de medicina, Orlando de Albuquerque, natural de Moçambique, que também veio a ser escritor. Mudaram-se para Coimbra, onde nasceram os seus quatro filhos.

Apraz-me saber que esta inteletual angolana, desenvolveu profundo asco pela política e ideais guerrilheiros, afirmando-se pertencer a um centro (político). Abominava projetos violentos e a avidez e sede de poder. Todos os seus esforços tiveram o objetivo de desenvolver o sentimento de angolanidade - que não existia minimamente entre as várias etnias -  atender aos cuidados de saúde e elevar cultural e socialmente o povo angolano.
Apraz-me saber que, tal como este casal, houve inteletuais angolanos que idealizaram uma forte luta pacifica pelos seus direitos e liberdade, conquista essa que pouparia o povo de 40 anos de guerra violenta, - 13 de guerra colonial e 27 de guerra civil - e da atual vergonhosa oligarquia que domina um povo amedrontado, ainda a emergir da miséria física e mental.


Escrito aos 18 anos, em Lisboa, o poema fala de saudade e da dificuldade de adaptação.

~ ~ ~ Regresso
«Quando eu voltar
Que se alongue sobre o mar,
o meu canto ao Creador!
Porque me deu vida e amor
para voltar...

Voltar...
Ver de novo baloiçar
a fronde majestosa das palmeiras
que as derradeiras horas do dia
circundam de magia...
Regressar...
Poder de novo respirar,
(oh!... minha terra!...)
aquele odor escaldante
que o humus vivificante
do teu solo encerra!

Embriagar
uma vez mais o olhar
numa alegria selvagem
com  o tom da tua paisagem,
que o sol
a dardejar calor
transforma num inferno de cor...


Não mais o pregão das varinas,
nem o ar monótono, igual,
do casario plano...
Hei-de ver de novo as casuarinas
a debruar o oceano...
Não mais o agitar fremente
de uma cidade em convulsão...
não mais estes ruídos...
Os meus sentidos
anseiam pela paz das noites tropicais
em que o ar parece mudo
e o silêncio envolve tudo.
Sede... tenho sede dos crepúsculos africanos,
todos os dias iguais e sempre belos,
de tons quase irreais...
Saudade... Tenho saudade
do horizonte sem barreiras...
das calemas traiçoeiras,
das cheias alucinadas...
Das batucadas
que eu não via,
mas pressentia,
em cada hora,
soando pelos longes, noite fora!...


Sim, eu hei-de voltar
tenho de voltar,
não há nada que o impeça.
Com que prazer
hei-de esquecer
toda esta luta insana...
Em frente está a terra angolana,
a prometer o mundo
a quem regressa.
Ah... quando eu voltar...
Hão-de as acácias rubras,
a sangrar
numa verbena sem fim,
florir só para mim!...
E o sol esplendoroso e quente,
o sol ardente
há-de gritar na apoteose do poente,
o meu prazer sem lei...
A minha alegria enorme
de poder dizer:
Voltei!»

Alda Lara - 1948



Fontes das fotos
A - B - C - D - E -

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Tempo de Romãs


... 'Num mercado persa' ... por Andre Rieu ...
~~ Uma pequena, mas valiosa jóia musical ~~




Originária do Irão,
a romãzeira é cultivada  desde tempos remotos  nos países que circundam o Mediterrâneo e no norte da Índia, onde encontram condições ideais de humidade e temperatura.
As belas árvores foram introduzidas na Califórnia e Brasil.
Pintura de Giovanna Garzoni, sec XVII.
 
 ... Naturezas mortas com romãs ... 'Still alive' ...

... Caravaggio ... 1571 - 1610 ...


... Gerard van Honthorst ... 1598 - 1656 ...

... Davidsz. de Heem ... 1606 - 1684 ...

... Laurens Craen ... 1620 - 1670 ...

 ... Wedernikow Boris ... 1967 ...

... Fede Galizia ... 1578 - 1630 ...

... Jakob Bogdani ... 1658 - 1724 ...

... Gustave Coubert ... 1819 - 1877 ...

... Estevão Silva ... 1845 - 1891 ...

Utilizada desde tempos remotos em medicina natural, a romã
atua como remineralizante, antioxidante, anti-inflamatória, anticancerígena
protetora cardiovascular e redutora do colesterol perigoso.

Promove a cura de casos de osteoporose, artrite e artrose.
Previne a arterioesclerose, perda de memória e age no caso de hipertensão.
Atribuem-lhe o aumento de testerona, funcionando como um viagra natural.

... Ainda é símbolo da prosperidade e fertilidade ...

    
Sugestão de pesquisa.

I     II