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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

~~ FADO ~~


V Aniversário da elevação - pela UNESCO - a
Património Oral e Imaterial da Humanidade
O comité reuniu-se no Bali, de 22 a 29 de Novembro, de 2011,
contudo, ainda não temos um dia nacional do fado,

ao contrário da Argentina, que além do Dia Internacional do Tango,
também tem um Dia Nacional do Fado, desde 2014...



Um dos dezoito fados que David Mourão Ferreira criou para Amália Rodrigues.
Com música de Alain Oulman.


~ ~ ~ Madrugada de Alfama ~ ~ ~




Com David Mourão Ferreira.

Com Alain Oulman.
Poema ~ X
Fontes das fotos - A
Portal do fado - B - C

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

FÍGARO!

     
    Apontamentos  de Bom Humor    


Da ópera «Il Barberieri di Siviglia» de G  Rossini,

a ária «Largo al Factotum» mais conhecida por Fígaro.


~~ Em desenhos animados de 1944 ~~


     Tradução  

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Canção Napolitana



... Ocasos na Baía de Nápoles ...

Mais uma vez, Elvis usou uma bela música napolitana.


Traduções

I       II

  ~~ ****************** ~~ 
~ Nota ~
Desejo que não aconteça nenhuma desgraça à «bella Italia»...
Tinha o 'post' pronto para publicar, quando o seu solo tremeu...
Reeditei-o no dia em que se deu o segundo terramoto.
Logo que soube, retirei-o...
Ei-lo novamente.
~~ ****** ~~
E aconteceu mesmo, desta vez, muita chuva e inundações...

... VIVA A ITÁLIA! ...
Fontes das fotos.
~~~ A  - -  B ~~~

terça-feira, 22 de novembro de 2016

~~ ALDA LARA ~~


Pôr do sol em Angola


... REPITO ...
Apraz-me saber que esta inteletual angolana, desenvolveu profundo asco pela
política de ideais guerrilheiros, afirmando-se pertencer a um centro (político).
Abominava projetos violentos e a avidez e sede de poder.
Todos os seus esforços tiveram o objetivo de desenvolver o sentimento de
angolanidade -- que não existia minimamente entre as várias etnias --  atender
aos cuidados de saúde e elevar cultural e socialmente o povo angolano.


   PRESENÇA AFRICANA  

Extrato do poema escrito              
      em Benguela, aos 23 anos.        
    🧡🧡
«E apesar de tudo,
ainda sou a mesma.
Livre e esguia,
filha eterna de quanta rebeldia
me sagrou.
Mãe-África!
🧡
Mão forte da floresta e do deserto
ainda sou,
a Irmã-Mulher
de tudo que em ti vibra
puro e incerto!...
🧡
A dos coqueiros,
 de cabeleiras verdes
e corpos arrojados
sobre o azul...
A do desdém
nascendo dos braços das palmeiras...
🧡
A do sol bom, mordendo
o chão das Ingombotas...
A das acácias rubras
salpicando de sangue as avenidas
longas e floridas...
🧡 🧡 🧡 🧡 🧡 🧡 🧡 🧡 🧡 🧡 🧡 🧡 🧡 🧡 🧡
Terra!
Minha, eternamente...
Terra das acácias, dos dongos,
dos cólios baloiçando,
mansamente... mansamente...
🧡
Terra!
Ainda sou a mesma!
Ainda sou a que num canto novo,
pura e livre,
me levanto,
ao aceno do teu povo!
🧡🧡🧡🧡🧡🧡🧡
      Na íntegra . Aqui        
Fontes - A -  B - C
Fotos do Pinterest

domingo, 20 de novembro de 2016

O DRAMA DE VENEZA


«Se gosta de ler muito, nada é tão grande como imaginou.
Veneza é - Veneza é melhor.
Fran Labowitz    
                                                                                  

« Se eu tivesse que encontrar uma palavra que subtituísse 'música',
 só consiguiria pensar em Veneza»
Friedrich Nietzsche    
                                                                                                                                                               

António Lúcio Vivaldi
'Love in Venecia'

... Sem comentários ...




Vídeos sem comentários.

   II    III 
Fontes
A

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

RECADO



Charles Gounod - Glória


Saudosos abraços cordiais a todos.


De Cecília Meirelles
Poemas - 1951               

Recado aos amigos distantes
                                                                                                                                              
         




Meus companheiros amados,
não vos espero nem chamo:
porque vou para outros lados.
Mas é certo que vos amo.






Nem sempre os que estão mais perto
fazem melhor companhia.
Mesmo com o sol encoberto,
todos sabem quando é dia.




Pelo vosso campo imenso,
vou encurtando meus atalhos.
Por vosso amor é que penso
e me dou tantos trabalhos.






Não condeneis, por enquanto,
minha rebelde maneira.
Para libertar-me tanto,
fico vossa prisioneira.
  



Por mais que longe pareça,
ides na minha lembrança,
ides na minha cabeça,
valeis a minha Esperança.

      
 ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
~~~~~~~~~~ C.Meireles - Aqui ~~~~~~~~~


domingo, 13 de novembro de 2016

CREPÚSCULO DE OUTONO







Manuel Bandeira escreveu este poema na Suiça, em 1913,
 durante a sua estadia no Sanatório de Clavedel.
Aos 27 anos, não tinha idealizado para si uma carreira de escritor, porém
optou por compor poemas como forma de terapia ocupacional.
Regressou ao Brasil em 1914, com o início da 1ª Grande Guerra.
Foi em 1917, que publicou a sua primeira obra - A Cinza das Horas.
Os poemas são escritos dentro da prática habitual no Brasil
 dessa época - o estilo parnasiano-simbolista.
Este poema não tem nada a ver com o impressionismo, porém é seu coevo,
pois o novo conceito artístico já estava consolidado em Paris, Londres e USA.

Penso que a música também impressionista de Débussy, combina perfeitamente...
Embora assaz melancólico, o poema termina com uma nota
 de muita esperança que o torna belíssimo; dentro do seu estilo.
E o outono e a nostalgia fazem parte da vida...


... Crepúsculo de Outono ...


Claude Monet - Automne sur la Seine - 1873

O crepúsculo cai manso como uma bênção.
Dir-se-á que o rio chora a prisão de seu leito...
As grandes mãos da sombra evangélica pensam
As feridas que a vida abriu em cada peito.

Auguste Renoir - Le pont d'Argenteuil en Automne - 1882

O outono amarelece e despoja os lariços
Um corvo passa e grasna, e deixa esparso no ar
O terror augural de encantos e feitiços.
As flores morrem. Toda a relva entra a murchar.


Claude Monet - Antibes vu de Salis Jardins - 1877
Os pinheiros porém viçam, e serão breve
Todo o verde que a vista espairecendo vejas,
Mais negros sobre a brancura inânime da neve,
Altos e espirituais como flechas de igrejas.

Camille Pissarro - Automne à Eragny - 1899 

Um sino plange. A sua voz ritma o murmúrio
Do rio, e isso parece a voz da solidão.
E essa voz enche o vale... o horizonte purpúrio...
Consoladora como um divino perdão.

Alfred Sisley - À Saint Martin - 1874

O sol fundiu a neve. A folhagem vermelha
Reponta. Apenas há, nos barrancos retortos,
Flocos, que a luz do poente extática semelha
A um rebanho infeliz de cordeirinhos mortos.

Camille Pissarro - Automne, Peupliers, Eragny - 1894 

A sombra casa os sons numa grave harmonia.
E tamanha esperança e tão grande paz
Avultam do clarão que cinge a serrania,
Como se houvesse aurora e o mar cantando atrás.


... Edgar Degas - Paysage sur la mer ...

Edouard Manet - Banc d' Automne - 1881
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