terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

~ MANHÃ DE CARNAVAL


A canção «bossa nova» inesquecível...


Marpessa Down no filme Orfeu Negro


Orfeu Negro, uma coprodução italo-franco-brasileira, foi o primeiro
filme em Língua Portuguesa a ganhar o Óscar em 1959,
baseado na peça teatral, Orfeu da Conceição, de Vinicius de Moraes,
dirigido pelo francês Marcel Camus e com trilha sonora brasileira, que
incluiu esta canção bossa-nova. Os atores principais eram a americana
Marpessa Down e o brasileiro Breno Mello, ator e jogador de futebol do RS.
Com enredo inspirado na história da mitologia grega, Orfeu e Eurídice,
o filme - no género drama - ganhou representando a França.

Em 1999, foi produzido um filme brasileiro, Orfeu, baseado
na mesma obra de Vinicius de Moraes.





O filme Orfeu Negro completo, aqui.

Poema - X
Fotos - A - B - C - D - E

domingo, 26 de fevereiro de 2017

DIA DO COMEDIANTE BRASILEIRO







Homenagem a Carmen Miranda e a Marília Pêra



 A portuguesa emigrante, num dos seus filmes...


Foi popular, divertida e carismática. Tornou-se muito amada no Brasil,
seu país de adoção, que a considerava embaixadora da sua cultura nos EU.
1909 - 1955

 
Marília Pêra, homenageada pela «Mocidade Alegre», desfila no sambódromo em fev/2015,
 acompanhada pelo marido. Participou em todo o processo criativo... faleceria em Dezembro...

Foi atriz, cantora e directora teatral muito talentosa, respeitada e amada.
A sua recente partida, devido a doença prolongada foi deveras comovente.
1943 - 2015


Em homenagem a Carmen Miranda.




             



Fontes das fotos.
A - B - C - D - E - F

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

~ DORIVAL CAYMMI ~


                                     Samba da Bahia

Porque acho aliciante o modo como a cultura africana se fundiu com a
 cultura europeia, dando origem a uma admirável expressão artística.

São Salvador da Bahia de Todos os Santos


~~ 1914 - 2008 ~~

Se me permitem a metáfora, sem o mínimo resquício hiperbólico,
Dorival Caymmi é - na hístória do samba - um monumento nacional.
Nascido em São Salvador, filho dum funcionário público e músico amador,
cedo a sua vida oscilou entre trabalho no jornalismo e a prática musical.
Partiu aos vinte e três anos para o Rio de Janeiro e, em 1938, conseguiu
 realizar um sonho, cantar na rádio, mesmo sendo só duas vezes na semana.
Fez a composição de poemas e músicas que ainda são grandes sucessos.
Um dos primeiros, «O que é que a baiana tem» obteve fama
retumbante nas performances de Carmen Miranda.
É o autor de Saudades da Bahia, Samba da Minha Terra, Modinha
para Gabriela, Saudade de Itapuã, Oração de Mãe Menininha
e muitos outros êxitos. Sua mãe tinha sangue de Portugal,
Caymmi era o apelido do pai italiano e com ele Dorival formou
uma família de músicos - um trio de filhos e uma neta - todos Caimmy.



Dorival atuando aos 82 anos...

Com Vinicius e Tom Jobin

Jorge Amado era seu grande amigo.

Com Roberto Carlos

O «Samba de roda» da Bahia é Património Cultural e
Imaterial da Humanidade e da UNESCO, desde 2005.


«Samba da minha terra» - «Medley»

,


Poemas - X - Y
Fontes das fotos
A - B - C - D - E - F - G

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

« A... B Ê N Ç Ã O ! »





«Com as lágrimas do tempo
e a cal do meu dia, eu fiz
o cimento da minha poesia»

Vinicius de Moraes - o Poetinha

Um pouco da história cultural do Brasil.

Samba de Roda - obra do artista plástico Carybé

   ::::::::  ~ Samba da Bênção  ::::::::   
                                                                                                                                                                                                                                                                     

É melhor ser alegre do que triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração
Mas para fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Senão, não se faz um samba não.
...  ...  ...  ...  ...  ...  ...  
Fazer samba não é contar piada
E quem faz samba assim não é de nada
O bom samba é uma forma de oração
Porque o samba é tristeza que balança
E a tristeza tem sempre uma esperança
A tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais triste não.
...  ...  ...  ...  ...  ...  ...   
A vida não é brincadeira amigo
A vida é a arte do encontro
Embora haja tanto desencontro pela vida
Há sempre uma mulher à sua espera
Com os olhos cheios de carinho
E as mãos cheias de perdão
Ponha um pouco de amor na sua vida,
Como no seu samba.


Eu, por exemplo, o capitão do mato,
Vinicius Moraes
Poeta e diplomata
O branco mais preto do Brasil
Na linha direta de Xangô, Saravá!
A bênção, senhora 
A maior ialorixá da Bahia
Terra de Caymmi e João Gilberto.
...  ...  ...  ...  ...  ...  ...
Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba, não,
Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração.

                                                                  Extrato - Na íntegra, aqui                                                                    




Comentários dos amigos...

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

~ EUROPA ~ ARTE ~







Divulgo, a pedido dos administradores do canal Euronews,
 estes destaques em vídeo-clips.




«Agenda cultural - o melhor das artes na Europa» - aprecie.



«O melhor das artes e cultura na Europa e no mundo» - aqui 



O Carnaval de Viareggio - Divirta-se


Um dos maiores de Itália...



Fotos do 'site' Euronews

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

~ À AMIZADE E AO TALENTO...





Especialmente dedicado ao imenso talento de uma poetisa brasileira
que se expressa num estilo muito pessoal, integrando na sua poesia
ensinamentos de auto-ajuda, mister de quem vive para doar conhecimento.
Todos os dados biográficos estão indicados na sua página Web e G+.
~~ * ~~
A poesia é arte, especialmente concebida e trabalhada em emoções e beleza,
pelo que, requer disponibilidade para ser devidamente entendida e apreciada.

Christian Schloe          

~~ «Delirantemente humana» ~~
Sempre apaixonada pelos meus projetos,
Deixo invadir-me por um delírio espiritual,
E assim, vou consumando-os um a um...
Mas, se por acaso, não me sentir bem,
Tranco-os na minha gaveta íntima,
Armazeno-os, na esperança do sol interior...

A vida sem paixão não vale a pena.

Com essa sensação e foco no essencial,
Por estar viva e de viver pelo que faço,
Transformo a energia interna, em ansiedade,
Que transborda no desejo ardente da execução.
Um sentimento feraz que simplifica o fazer,
Impulsiona-me a seguir viva, com olhos de lince.

A engrenagem da paixão move a vida.

Sentimentos, emoções, metamorfoses, ingredientes vitais,
Vindos de você, amigo/a no momento exacto,
Moderados, na intensidade da razão e do bom senso,
Produzem um efeito harmonioso em mim.
Fortalecendo-me voz e coração quando na fragilidade.
Momento enternecedor em nosso cúmplice olhar.

Apaixonante é viver!

A poda a que me submeto no inverno,
Floresce linda com o encanto da Primavera.
Período dourado em minha existência
Cultivando com magia, uma alienante paixão.
Credito sabores, nas estações da minha vida.
Subtraio dissabores, fluindo em bons pensamentos!

O perfume da paixão é envolvente... Contagia!

Na minha estrada, ouço os pássaros, colho as flores 
Agradeço a terra, o mar, o sol, o céu azul e as estrelas
Coleção testemunhal da mãe natureza em minha vida.
Contorno os espinhos, respiro ar puro... É primavera!
Nasci!
Amo e sou amada. Na solidão, me restauro. Estou viva!

     Célia Rangel  

O blogue  -  Aqui

Os poemas  -  Aqui e Aqui

                                                    

«Gestos»

Guardo em mim cada minuto vivido
Completo minha saudade em momentos alegres
A tristeza envelopo-a para um depois
Com palavras e gestos dignifico meu ser
Sinto o gozo da vida - uma vida completa
...   ...   ...  ...  ...
  Célia Rangel - Introdução ao poema                

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

~~ LA REINA



«Jacqueline com flores» . 1954 - 2ª esposa
de PPicasso e sua última grande musa.



                     La Reina
«Yo te he nombrado reina.
Hay más altas que tú, más altas.
Hay más puras que tú, más puras.
Hay más bellas que tú, hay más bellas.

Pero tu eres la reina.

Cuando vas por las calles
Nadie te reconoce.
Nadie ve tu corona de cristal, nadie mira
La alfombra de oro rojo
Que pisas quando pasas,
La alfombra que no existe.

Y cuando asomas
Suenam todos os rios
En mi cuerpo, sacuden
En cielo las campanas,
Y un himno llena el mundo.

Solo tú y eo,
Solo tú y eo, amor mío,
Lo escuchamos.»,
Pablo Neruda - Los Versos del Capitan               
            A minha tradução
Eu nomeei-te rainha.
Há mais altas do que tu, mais altas.
Há mais puras do que tu, mais puras.
Há mais belas do que tu, há mais belas. 

Porém, tu és a rainha.

Quando vais pelas ruas
Ninguém te reconhece
Ninguém vê a tua coroa de cristal, ninguém repara
Na passadeira de vermelho dourado
Que pisas quando andas,
A passadeira que não existe. 

E quando me apareces,
Ressoam todos os rios
No meu corpo, sinos
Estremecem no céu,
E um hino enche o mundo.

Só tu e eu,
Só tu e eu, meu amor,
Ouvimos.
  
PPicasso - «Jacqueline
 com mãos cruzadas»

«Para  mi corazón basta tu pecho,
para tu libertad bastam mis alas.»
PNeruda

Para o meu coração basta o teu peito,
para a tua liberdade bastam as minhas asas.

Pablo Picasso - 1881 / 1973
Pablo Neruda - 1904 / 1973
Fontes das fotos -- A -- B